O jornal Diário do Nordeste, publicou ontem uma reportagem intitulada: "Mercado
do sushi no Ceará depende de salmão importado que chega após 13 dias de
viagem".
Nessa reportagem - que não é de minha autoria, mas sim do jornal citado e disponível em: http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=339014&modulo=968 - fala sobre os caminhos que o salmão tem de percorrer do Chile até Fortaleza para serem servidos nos restaurantes. A viagem dura cerca de treze dias. No trecho da reportagem Salmão fresco é irreal há uma citação do engenheiro de alimentos Djacir Barroso que diz que “não se pode considerar fresco um peixe pescado há 13 dias, mas isso não quer dizer que ele não esteja próprio para o consumo”.
Ainda conforme Djacir Barroso, o peixe, se não for transportado de maneira adequada podem microorganismos serem gerados nele. Particularmente já li sobre isso e parece ser verdade. Dizem que o Wasabi - a raiz forte - é utilizada no peixe cru para matar esses microorganismos.
Nessa reportagem - que não é de minha autoria, mas sim do jornal citado e disponível em: http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=339014&modulo=968 - fala sobre os caminhos que o salmão tem de percorrer do Chile até Fortaleza para serem servidos nos restaurantes. A viagem dura cerca de treze dias. No trecho da reportagem Salmão fresco é irreal há uma citação do engenheiro de alimentos Djacir Barroso que diz que “não se pode considerar fresco um peixe pescado há 13 dias, mas isso não quer dizer que ele não esteja próprio para o consumo”.
Ainda conforme Djacir Barroso, o peixe, se não for transportado de maneira adequada podem microorganismos serem gerados nele. Particularmente já li sobre isso e parece ser verdade. Dizem que o Wasabi - a raiz forte - é utilizada no peixe cru para matar esses microorganismos.
Abaixo está a reportagem na íntegra retirada do site do Diário do Nordeste.
Mercado do sushi no Ceará depende de salmão importado que chega após 13 dias de viagem
Você já pensou sobre os caminhos que o salmão precisa percorrer para
chegar ao sushi que você saboreia? O nobre pescado cada vez mais
consumido em Fortaleza demora cerca de 13 dias, do instante em que é
pescado no Chile, ao momento em que chega aos quase 700 restaurantes
temáticos e supermercados onde são comercializadas as iguarias japonesas
na Capital. No total, seis toneladas do produto chegam ao estado por
semana.
O tipo de peixe mais consumido em Fortaleza é o
salmão-atlântico, de acordo com uma das principais distribuidoras do
produto no Estado, a Mirai Pescados. O peixe vive em águas geladas e é
cultivado e pescado na cidade de Puerto Montt, localizada a cerca de
1.300 km de Santiago, no Chile.
De
acordo com informações da Opergel Alimentos, uma das principais
importadoras do peixe no Brasil, cerca de 810 toneladas de salmão entram
no Brasil por semana. Os carregamentos saem do Chile, passam pela
Argentina e entram no Brasil pela cidade de São Borja, no Rio Grande do
Sul.
"Por semana, nós recebemos uma média de 45 caminhões, cada um levando 18 mil quilos de salmão, que são distribuídos para praticamente todos os estados do País", declarou Rossana Pancorvo, sócia-diretora da Opergel.
Segundo a SalmonChile, associação da
indústria de salmão do Chile, o comércio de salmão gera cerca de US$ 2,4
bilhões para o Chile, que é o segundo maior exportador de salmão do
mundo, perdendo apenas para a Noruega.
O Ceará
Das
800 toneladas de salmão que entram no País por semana, cerca de 6.000
kg vem para o Ceará. Segundo Valter Fernandes, diretor da Mirai
Pescados, cerca de 700 estabelecimentos comerciais, entre restaurantes e
supermercados, recebem periodicamente carregamentos do produto.
"A
quantidade que cada estabelecimento recebe varia de acordo com a
demanda dos consumidores. Em períodos de alta estação, a demanda é
maior", afirma Fernandes.
Salmão fresco é irreal
Para
o engenheiro de alimentos Djacir Barroso é preciso atenção no
transporte do salmão. Durante a viagem, é necessário verificar
periodicamente a temperatura dentro dos caminhões para que em nenhum
momento ela suba e os microorganismos se proliferem no ambiente.
“Por
ser largamente consumido cru é preciso cautela, já que não há como
fritar ou assar o salmão e matar os micróbios que porventura possam
existir”, declara o engenheiro de alimentos.
De acordo com
Barroso, “não se pode considerar fresco um peixe pescado há 13 dias, mas
isso não quer dizer que ele não esteja próprio para o consumo”. A
higiene do estabelecimento e a maneira que o peixe é acondicionado no
local de consumo precisam ser uma prioridade para o consumidor.
A Produção
Os
peixes passam por três fases de produção até chegarem aos caminhões
para serem transportados. Na ala de psicultura, os ovos são extraídos
das fêmeas e selecionados para a fertilização, onde são misturados com o
semén dos machos e fertilizados ‘in vitro’.
Durante a fase
jovem do peixe, ele é transferido dos tanques de água doce para espécies
de “jaulas” flutuantes no mar, onde permanece durante cerca de dois
anos, até atingir o seu tamanho e peso comercial (aproximadamente 2kg).
Após
ser retirado do mar, o salmão-atântico é levado para as fábricas, onde é
cortado de acordo com as exigências do importadores. Após o corte, o
peixe é acondicionado nos caminhões e inicia-se a fase logística do
produto.
Nenhum comentário:
Postar um comentário